Mais um poema antigo…

[Tempo, por que corre, tempo?]

Esse tempo que me come a alma
Deliberado como a luz do dia,
tudo atinge e pertuba,
nessa escuridão enternecida.

É um pesadelo que me prende,
em um mundo fantasma permanente
As estrelas, tão tardias, surgem,
para fazerem companhia.
para realçar mais ainda a minha solidão
e tornar as minhas noites sombrias…

Qual o valor desse tempo?
Se nos prende em suas horas?
Que faz nascer a todos em um momento,
E a todos faz mandar embora?

Não se nega a virtude e o amor,
pois o tempo cuida todas elas
Carrega nas costas essa dor,
por suas duvidosas passarelas.
Escolho, pois, a mais fácil a seguir:
O esquecimento, eis a pisadela!

E o que tem o esquecimento com o prosseguir?
Se a vida tratamos por ofício?
deitamos nela, jorrando, esperando ouvir,
Algo para nosso próprio benefício!

Eis que esqueço para não ouvir,
algo que já fere sem saber,
pois do amor não esperamos nada
e o tempo corre só por prazer.
Nessa limpa e branca faixada,
onde esqueceu, apenas, de um sonho, ser!

 

Nem recordo quando escrevi…mas que seja…está aqui.

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Esta entrada foi publicada em 12 de maio de 2011 às 12:38 e está arquivada sob Sem categoria. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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